Coronavírus: Estudo Prevê 1,15 Milhão De Mortes No Brasil Caso Medidas De Contenção Não Sejam Tomadas

Coronavírus: Estudo Prevê 1,15 Milhão De Mortes No Brasil Caso Medidas De Contenção Não Sejam Tomadas; Trump Volta Atrás E Pede Americanos Para Que Fiquem Em Casa; África Começa A Ficar Fora De Controle; Itália Ainda Não Atingiu Pico Da Doença E 500 Policiais De Nova Yorque Testam Positivos E Outros 3 Mil Com Sintomas. Imagina O Que Pode Acontecer Com O Brasil Com Essa Arma Biológica Terrível?

28 de março de 2020Radar GeralComentário(0)

É inevitável que a próxima onda da pandemia atinja em cheio a América Latina, alertou ontem em editorial a revista médica Lancet.

  O Brasil será o país mais afetado e poderá ter até 1,15 milhão de mortos, de acordo com a projeção de outro estudo.

Um dos principais eixos globais de informação científica sobre a Covid-19, a Lancet destaca que alguns governos ainda não encaram a doença com seriedade e cita especificamente o presidente Jair Bolsonaro, o único governante a ter o nome mencionado – e criticado.

Já o estudo “O impacto global da Covid-19 e as estratégias de mitigação e supressão”, do grupo de Resposta à Covid-19 do Imperial College, de Londres, previu em 1.152.283 o número de mortes no Brasil, caso medidas de contenção não sejam tomadas. No outro extremo, com as medidas mais radicais e precoces, esse número despencaria para 44 mil brasileiros mortos. (Continua).

  “Muitos governos têm respondido rapidamente, mas muitos ainda não encaram a ameaça da Covid-19 com seriedade – por exemplo, ignorando a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de evitar aglomerações. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, tem sido fortemente criticado por especialistas em saúde e enfrenta uma reação negativa cada vez maior por sua fraca resposta”, diz o editorial.

O cenário para o Brasil é sombrio com “Vírus chinês”

Foi uma análise desse mesmo grupo do Imperial College que fez o premier britânico, Boris Johnson, ele próprio agora infectado, mudar a política do país e adotar o distanciamento social radical, com uma série de medidas mais restritivas.

O grupo traçou quatro cenários.

No primeiro, nenhuma medida de isolamento social é tomada. Nele, num período de 250 dias após o primeiro caso, 187 milhões de brasileiros seriam infectados, dos quais 6,2 milhões seriam internados e 1, 5 milhão iriam para a UTI. Destes, a maioria morreria: 1.152.283, segundo a projeção. (Continua).

  No segundo, são tomadas apenas medidas brandas, proibição de grandes eventos e aglomerações. Por ele, morreriam 627 mil dos 122 milhões de brasileiros infectados. O terceiro cenário é de isolamento de idosos e pessoas com doenças associadas ao aumento do risco da Covid-19. De acordo com o Imperial College, seriam 121 milhões os infectados e 530 mil os mortos, com 3,2 milhões de hospitalizados.

  O quarto cenário, aquele que é defendido pela OMS, médicos e cientistas, prevê medidas mais radicais: testes em massa, quarentena de casos, rastreamento de contatos e distanciamento social. Os pesquisadores dividiram esse cenário em dois. Se as medidas são tomadas quando a epidemia causa 1,6 caso por 100.000 habitantes, situação da Coreia do Sul, o Sars-CoV-2 infectaria 49.599.016 pessoas, das quais mataria 206.087.

Porém, se as medidas são tomadas precocemente, com 0,2 caso por 100.000 habitante, seriam 11.457.197 milhões de brasileiros infectados e 44.212 morreriam. Esse é o melhor cenário possível, ainda assim com imensa mortalidade.

  A Lancet frisa a especial vulnerabilidade de países com sistemas de saúde frágeis, áreas urbanas pobres e densamente povoadas, com uma vasta população sem saneamento básico ou condições de fazer autoisolamento.

Tanto a Lancet quanto os pesquisadores do Imperial College salientam a necessidade de urgentes medidas de contenção severas, como as quarentenas em massa e ampla restrição de mobilidade.

A revista critica duramente os países que optaram pelo chamado isolamento vertical, tentando evitar as mortes apenas com medidas de quarentena para os idosos e pessoas com doenças associadas ao aumento do risco da Covid-19.

Ela lembra como os governantes que seguiram inicialmente por essa linha, como os dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Suécia, e agora correm em desespero para comprar testes de diagnóstico, equipamentos de proteção, ventiladores. Veem seus hospitais colapsarem, e enfrentam um aumento crescente da raiva da população. (Continua).

  “Globalmente muitas pessoas estão com medo, raiva, incerteza e sem confiança em suas lideranças nacionais”, afirmou a Lancet. Ele destaca ainda que não falta uma liderança global e que a OMS tem exercido um papel central em coordenar a resposta global.

Especialistas explicam que achatar a curva é possível, mas não é fácil nem tem resultados visíveis em poucos dias, pois o vírus se propaga mais depressa do que nossa capacidade de reação.

O especialista em modelagem computacional Domingos Alves, líder do Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), que trabalha com vários pesquisadores de universidades no Brasil, e tem desenvolvido modelos para acompanhar a evolução da doença diz que é impossível saber agora, com rigor científico, se as medidas tomadas por Rio de Janeiro e São Paulo já dão resultados: (Continua).

 – Teremos que esperar porque esses resultados não são instantâneos. Há quem faça contas rasteiras, sem embasamento científico e vejam curvas de melhora ou de piora agora, mas são flutuações normais esperadas e nada dizem de conclusivo – alerta ele.

Organizações científicas manifestam ‘preocupação’ com plano de retomada das atividades em SC

Em documento, elas afirmam que relaxamento de medidas de isolamento ‘não encontra respaldo nas evidências científicas’.

Mais de 50 organizações científicas publicaram uma manifestação nesta sexta-feira (27) em que demonstram “preocupação” com o plano de retomada das atividades anunciado pelo governo de Santa Catarina. No documento, elas afirmaram que o relaxamento das medidas de isolamento social a partir da primeira semana de abril “não encontra respaldo nas evidências científicas disponíveis”. O G1 aguardava posicionamento do governo do estado até a publicação desta notícia.

Mais de 3000 casos e 80 mortes em África

Começou esta sexta-feira o isolamento obrigatório de três semanas na África do Sul.

O país já tem mais de mil casos confirmados de infeção pelo coronavírus e duas vítimas mortais. As restrições são muito rigorosas. Sair de casa só para comprar comida ou para emergências de saúde. Sair para fazer exercício não é permitido. A polícia, ajudada em alguns casos pelo exército, dispersa grupos que continuam nas ruas, principalmente nas zonas mais pobres

Angola

Para os angolanos foi também o primeiro dia do estado de emergência que fica em vigor até ao dia 11 de abril e só permite deslocações necessárias e urgentes.

Em Luanda, o dia fica marcado por um grande movimento nas ruas apesar das restrições.

Depois da corrida ao gás, nesta sexta-feira, as filas formaram-se em frente aos bancos e aos supermercados. A venda ambulante e individual é permitida mãos são proibidos os mercados informais, uma atividade fundamental para muitas famílias no país. ~

Angola tem quatro casos de infeção confirmados.

África

O continente africano tem mais de 3000 casos e mais de 80 vítimas mortais pela Covid-19 nos 46 países atingidos pela pandemia. O norte de África é a região mais afetada. Egito e Argélia são os países com o maior número de mortes no continente. No grupo dos PALOP há 18 infeções confirmadas e uma vítima mortal em Cabo Verde.

” É o inferno: as pessoas chegam, são entubadas e morrem”, relata médico de Nova York

“O sistema está sobrecarregado em toda a cidade. Não há mais respiradores. O 11 de setembro não foi nada comparado com isso. E não se iludam achando que só os mais velhos morrem. Os pacientes são de todas as idades”. Médicos de Nova York relatam cenário aterrorizante do colapso da saúde. (Continua).

  Os Estados Unidos se tornaram, nesta quinta-feira (26), o país com o maior número de casos de coronavírus no mundo, ultrapassando a China e a Itália. As informações são da Universidade Johns Hopkins.

E o pior cenário no país mais rico do mundo acontece em Nova York. Os hospitais da cidade já não dão conta de tanta gente. De quarta-feira (25) pra quinta-feira (26), cem pessoas morreram.

Em relato assustador (vídeo abaixo), um médico que trabalhou na última madrugada conta que o sistema está sobrecarregado na cidade inteira. “É o inferno. As pessoas chegam, são entubadas, elas morrem”, diz.

“O 11 de setembro não foi nada comparado com isso. Naquela época, a gente estava de plantão esperando os pacientes mas eles não chegavam. Agora, eles não param de chegar. E não se iludam achando que só os mais velhos morrem ou vão ter a doença. Os pacientes são de todas as idades”, acrescenta.

Um enfermeiro da cidade também descreve um cenário desolador. “Na minha situação, já é um momento em que você tem que decidir na hora o que vai fazer e como vai fazer. A pessoa morre e você coloca a mesma máquina em outra pessoa. A única coisa que peço a todos agora é que fiquem em casa”.

O governador Andrew Cuomo anunciou nesta quinta-feira (26) a abertura de um novo hospital de campanha em cada uma das cinco regiões da cidade, além dos quatro que já estavam previstos e do navio militar com mil leitos que vai ancorar no porto em abril.

O governo também está negociando com hotéis para que cedam os quartos pra atender os doentes. Mas tudo isso só vai virar realidade, no mínimo, daqui a uma semana.

Muitas pessoas que estão seguras, em casa, se mostram dispostas a se arriscar. Só na quarta-feira (25), 12 mil se voluntariaram pra trabalhar no cuidado aos doentes em Nova York e 6 mil profissionais ofereceram ajuda psicológica de graça.

 Coronavírus: mais de 500 policiais de Nova York testam positivo e outros 3 mil estão com sintomas

A polícia de Nova York, nos Estados Unidos, registrou nesta sexta-feira (27) mais de 500 membros da corporação com coronavírus. Além disso, outros 3 mil policiais apresentaram sintomas do novo Covid-19, conforme divulgado pelo jornal Daily Mail.

Ao todo, 4.111 policiais apresentaram algum problema de saúde nesta sexta, o que representa 11% dos 36 mil membros.

Desse número, 3.016 relataram estar com sintomas de gripe. Sensações essas que podem provocar congestão, febre, tosse, coriza, dores de cabeça e fadiga – alguns dos mesmos sintomas associados ao Covid-19.

“Este é um sinal ameaçador, com certeza”, disse uma fonte policial ao DailyMail. “Muitos deles provavelmente têm o vírus. É difícil de verificar, no entanto, o departamento quer que policiais com qualquer um desses sintomas fiquem em casa e façam a quarentena para não infectar outras pessoas”, completou.

O número de casos de coronavírus na polícia de Nova York quadruplicou desde a última segunda-feira (23). O departamento registrou a primeira morte também no início desta semana.

 Los Angeles pode igualar Nova York em casos de coronavírus em dias

Os casos de coronavírus em Los Angeles estão aumentando, colocando a região no caminho para ter tantos casos quanto a cidade mais atingida nos Estados Unidos, Nova York, em cinco dias, disse o prefeito Eric Garcetti na sexta-feira, falando de um navio-hospital no Porto de Los Angeles.

O número de casos no condado de Los Angeles subiu 50% na quinta-feira e outros 20% até meio-dia de sexta-feira, para um total de 1.465, afirmou Garcetti em entrevista coletiva com o governador democrata, Gavin Newsom, a bordo do navio. (Continua).

  Se o crescimento seguir no ritmo de quinta-feira, o condado vai igualar os 25.398 casos da cidade de Nova York em cinco dias; se os casos aumentarem na taxa de sexta-feira, levará apenas mais alguns dias para alcançar a metrópole da Costa Leste.

“Nosso modelo está se movendo como esperávamos”, disse Newsom. “Em Los Angeles, eles estão vendo números que os colocam no caminho para ficar alinhados, dentro de uma semana, onde a cidade de Nova York está atualmente.”

Newsom e Garcetti percorreram o U.S.N.S. Mercy Hospital Ship, instalado no Porto de Los Angeles para fornecer mais 1.000 leitos ao sistema médico da região. O navio será usado para casos que não sejam de Covid-19, para que outros hospitais possam aumentar sua capacidade de cuidar de vítimas da doença causada pelo coronavírus.

O aumento da capacidade na Califórnia ocorre quando médicos e enfermeiros da linha de frente da crise do coronavírus nos EUA pediram, na sexta-feira, por mais equipamentos de proteção para tratar pacientes que devem sobrecarregar hospitais, já que o número de infecções conhecidas nos EUA atingiu mais de 100.000.

Os Estados Unidos ficaram em sexto lugar no número de mortos entre os países mais atingidos, com pelo menos 1.551 vítimas fatais, de acordo com dados oficiais compilados pela Reuters. Em todo o mundo, há mais de 576.000 casos confirmados e 26.455 mortes, informou o Centro de Recursos de Coronavírus Johns Hopkins.

Até sexta-feira, 3.801 pessoas testaram positivo para coronavírus na Califórnia e 78 morreram, disse Newsom.

 ‘Evolução gravíssima’ da epidemia na África, segundo responsável da OMS

 Na África do Sul, cerca de 40 países já foram afetadas pelo vírus e a preocupação maior está na falta de infraestrutura no sistema de saúde

A diretora regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a África alertou sobre a “evolução gravíssima” da epidemia de COVID-19 na África, onde já existem cerca de 40 países afetados, enquanto há um mês só havia um. (Continua).

 “A situação é muito preocupante com uma evolução gravíssima: um aumento geográfico do número de países e, também, um aumento do número de casos infectados”, declarou Matshidiso Rebecca Moeti em uma entrevista ao canal France24.

“Há um mês, havia somente um país na região africana, ou seja, África subsariana e Argélia”. Duas semanas depois, “havia cinco países com 50 casos. Agora, há dois ou três dias, temos 39 países com cerca de 300 casos por dia”, o que equivale a 2.234 casos na atualidade, explicou.

“Também havia cerca de 40 mortes registradas e aproximadamente 70 pessoas curadas. Então a evolução é muito preocupante”, insistiu a responsável regional da OMS, que pediu que se “intensifiquem todas as ações por parte dos países africanos, com o apoio da OMS e dos sócios”.

Segundo um balanço da AFP com base em fontes oficiais, nesta sexta-feira às 11h00 GMT (8h00 no horário de Brasília), foram registrados 3.300 casos e mais de 90 mortes na África.

Mesmo com as medidas tomadas em cerca de 40 países africanos, de confinamento, isolamento de casos suspeitos, proibição de atos religiosos ou esportivos e do fechamento de escolas em 25 países, o continente continua mal equipado para enfrentar uma crise de saúde de grande alcance, reconheceu implicitamente Matshidiso Rebecca Moeti, que fez alusão a um “desafio” autêntico.

“É certo que em muitos lares africanos vivemos em famílias numerosas. Às vezes, é muito difícil para todos terem seu próprio quarto. Há uma vida comunitária muito forte. Devemos encontrar outros meios de higiene para minimizar a propagação do vírus”, destacou.

É preciso “adaptar medidas” para limitar a expansão da epidemia “no contexto africano” e “trabalhar com quem facilita o acesso à água”, acrescentou.

Contudo, destacou alguns avanços: “há algumas semanas, apenas dois países podiam diagnosticar, e agora já são 42 países capazes de diagnosticar a doença”.

Coronavírus: BH teve quase 1 caso por hora entre quinta e sexta; 22 em um dia

  Número de casos em Minas Gerais subiu de 153 para 189 em apenas um dia; além disso, a Secretaria de Estado de Saúde investiga 28 mortes suspeitas

Belo Horizonte registrou, praticamente, um novo caso de coronavírus no curto período de um dia, entre essa quinta-feira (26) e sexta-feira (27). Balanço publicado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) detalhou que em apenas em 24 horas o número de pacientes diagnosticados com a Covid-19 na capital mineira subiu de 96 para 118. A diferença é ainda mais assustadora se comparado o no número de casos registrados entre quarta-feira e quinta-feira: seis em 24 horas, quatro vezes a menos que os confirmados na sexta.

 Vinte e oito óbitos suspeitos para coronavírus são investigados em Minas Gerais. Um adolescente de 18 anos morreu em BH com sintomas da infecção após ser internado no Hospital Infantil São Camilo, na região Leste da cidade. Ainda não há confirmação se esse óbito, ocorrido na quarta-feira (25), está entre os investigados pelo Estado.

 Atrás de Belo Horizonte – cidade com maior número de casos em Minas, Nova Lima e Juiz de Fora completam a tríade dos municípios mineiros com maior concentração de infactados. São 13 pacientes em Nova Lima, dois a mais que na quinta-feira, e 11 em Juiz de Fora, três a mais que no dia anterior. O quarto município com maior número de diagnosticos é Uberlândia, no Triângulo Mineiro, onde há sete casos. Divinópolis aparece em seguida, com seis pacientes com Covid-19.

 O número de pacientes com sintomas suspeitos aumenta exponencialmente em todo a região de Minas Gerais. Eram 14.227 os casos investigados na quarta-feira, já na quinta-feira o número chegou a 17.409, cerca de 4.300 a menos que os suspeitos registrados nesta sexta-feira.

 O Brasil decidiu nesta sexta-feira (27) ampliar a todas nacionalidades a restrição à entrada de estrangeiros por via aérea no país pelos próximos 30 dias.

 A medida foi   publicada em edição extra do Diário Oficial da União e é assinada por Sergio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública. (Continua).

  A entrada de pessoas não brasileiras por via aérea já estava proibida por 30 dias para aqueles que viajavam de todos países integrantes da União Europeia, do Irã e de alguns locais da Ásia.

Itália ainda não atingiu o pico do contágio do coronavírus, diz o chefe de Saúde Nacional do país

Depois do pico, os novos casos vão entrar em uma tendência de queda, de acordo com o chefe do serviço de saúde da Itália; mais de 8 mil pessoas morreram no país por causa da Covid-19.

 Os números mais recentes da pandemia no país são 8.215 mortes e 80.589 infectados. O balanço da quinta-feira foi de 712 mortos nas 24 horas anteriores. (Continua).

 “Não atingimos o pico e não passamos dele”, disse Brussaferro.

Ele disso que há, no entanto, sinais de uma desaceleração no número de pessoas que estão ficando infectadas, o que sugere que o pico não está longe. Depois disso, os novos casos vão entrar em tendência visível de queda.

“O nosso comportamento vai influenciar em quão íngreme vai ser a queda, quando ela começar”, afirmou ele, em uma referência à aderência dos italianos às restrições ao movimento impostas pelo governo.

Prefeito de Milão

No dia 22 de março, durante uma entrevista à TV RAI, o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, afirmou que errou ao divulgar, no fim de fevereiro, um vídeo que dizia que a cidade não pode parar.

“Muitos se referem àquele vídeo que circulava com o título ’Milão não Para’. Era 27 de fevereiro, o vídeo estava explodindo nas redes, e todos o divulgaram, inclusive eu. Certo ou errado? Provavelmente, errado”, ele afirmou à RAI no domingo (22).

 Em carta, presidente Trump pede para americanos ficarem em casa por coronavírus

Ficar em casa, não trabalhar doente e evitar reuniões e eventos com mais de 10 pessoas são algumas das recomendações do presidente norte-americano. (Continua).

  “Distanciamento social é o único modelo que funciona”, diz Bill Gates sobre coronavírus

O fundador da Microsoft, que já havia pontuado o despreparo para crises como essa em 2015, respondeu perguntas sobre o que esperar e como agir

Bill Gates, fundador da Microsoft, respondeu perguntas de usuário na plataforma Reddit sobre a pandemia do coronavírus, a resposta do governo e o que o mundo pode fazer para se preparar melhor. Sempre sincero, Gates deu alguns conselhos otimistas, mas sóbrios quanto à realidade.

Vale notar que Gates e sua Fundação vêm alertando e se preparando para uma epidemia desse tipo há anos. Em seu TED-Talk de 2015, o fundador da Microsoft falou sobre crises de saúde desse porte e a incapacidade da humanidade de gerir a situação. Na época, ele escreveu um artigo detalhado sobre lições aprendidas com o surto do Ebola para o New England Journal of Medicine.

A Fundação também participou da criação da Coalizão para Inovação em Preparação para Epidemias ainda em 2017.

 Trump usa lei de guerra para obrigar General Motors a fabricar respiradores

Pelo Twitter, ele criticou GM por diminuir quantidade de equipamentos que seriam fornecidos a hospital; país supera os cem mil casos

WASHINGTON — O presidente americano, Donald Trump , assinou uma ordem executiva exigindo que a General Motors (GM) comece a fabricar respiradores para serem usados no combate ao novo coronavírus nos Estados Unidos. No memorando, a Casa Branca afirma que o secretário de Saúde, Alex Azar, vai determinar o número de equipamentos a serem entregues pela empresa.

A ordem é baseada na Lei de Produção de Defesa, dos anos 1950, que autoriza o governo a intervir na indústria para reorientar sua produção em tempos de guerra.

Em comunicado, o presidente disse que as negociações com a GM “estavam sendo produtivas”, mas que não poderia seguir o processo natural de contratação de serviço por conta da urgência da situação. “A GM estava perdendo tempo. A ação de hoje vai permitir a produção rápida de respiradores que permitirão salvar vidas americanas”, escreveu Trump.

Em outra ordem executiva, que nos EUA equivale a um decreto presidencial, Trump autorizou a convocação de reservistas para se juntarem ao combate à epidemia.

Mais cedo, ele havia sinalizado que poderia tomar a medida. Pelo Twitter, o chefe da Casa Branca instou a General Motors e a Ford a produzirem esses equipamentos com mais agilidade.  Os EUA são agora o país com o maior número de casos da Covid-19, mais de cem mil . O número de mortes chegou a 1.433. Em alguns pacientes, o coronavírus provoca manifestações agudas de pneumonia, que exigem o uso de respiradores artificiais.

Em tom agressivo, Trump disse que as duas companhias devem começar a produção imediatamente. Ainda nesta sexta-feira, o governo dos EUA deve anunciar as demais companhias e quantidade prevista de equipamentos que deverão ser fabricados segundo a lei.  “A General Motors deve abrir imediatamente sua fábrica estupidamente abandonada de Lordstown, em Ohio, ou alguma outra fábrica, e começar a fazer respiradores agora! Ford, comece a fazer respiradores rápido!”, escreveu o presidente americano na rede social.

Fontes: G1, pragmatismo político, Isto  É, O Tempo e Youtube. Fotos: Redes sociais. Artigos e vídeos baseados na Liberdade de Expressão vigente na Constituição Brasileira.

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