Diretor do MEPES fala sobre coronavírus em Anchieta – ‘quem puder ficar em casa, fique!’

Por Redação Start News

O diretor do Hospital e Maternidade Anchieta (MEPES), Fayer Fonseca, participou, na tarde desta quinta-feira (19) da sessão extraordinária na Câmara Municipal de Anchieta, onde falou sobre a situação de saúde do município. Na oportunidade, o diretor revelou que três pacientes com suspeita de coronavírus foram atendidos no hospital, sendo um deles do município de Anchieta.

Fayer falou mais sobre o procedimento seguido. “O paciente que apresenta sintomas gripais é levado para um local separado, utilizando uma máscara, onde é atendido e recebe o seu encaminhamento, que, a princípio, é o de isolamento domiciliar, a não ser que apresente insuficiência respiratória, sendo, neste caso, internado”, explicou o diretor.

Quando perguntado pelos vereadores Zé Maria e Alexandre Assad sobre o acesso ao hospital, Fayer afirmou que é o mesmo para todos, mas ressalta a importância evitar a ida ao hospital, caso o paciente não apresente um problema urgente.”O povo precisa entender que hospital é o ambiente mais infectado, apesar de todos os processos de higienização e cuidados tomados pela nossa equipe”.

No site do Mepes há informações sobre o plano de contingência, fluxograma de funcionamento e uma cartilha sobre o coronavírus. Basta clicar aqui para saber como conviver com pessoas em grupos de risco, além dos cuidados ao sair e entrar em casa.

Drama financeiro.

O diretor, que é participante da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Espírito Santo, falou também sobre as principais dificuldades neste momento crítico:

“Todos os 38 hospitais filantrópicos do estado pedem, primeiramente, que os contratos não sejam aplicados na rigidez para que não haja nenhum tipo de perda durante esse processo. Não podemos perder um centavo. Os custos do hospitais já subiram. Há a necessidade que substituir profissionais mais velhos (que são um dos grupos de risco) além dos profissionais que ficaram doentes e que precisam ser afastados por 15 dias”.

Fayer também apresentou números sobre a inflação no valor das máscaras modelo n95, que, em fevereiro, podiam ser compradas por R$1,77 mas que, no início de março, chegaram a R$ 37,50. Hoje, são achadas pelo valor absurdo de R$ 69,90.

Por fim, o diretor foi perguntado sobre a possível reinfecção e disse que quase não há novos casos na China e na Coréia do Sul, porque muitas cidades estão totalmente isoladas. Logo, é pouco provável que a uma reinfecção aconteça.

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